Serra da Moeda - MG

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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Natal com gosto de Mãezita

Acho que todo mundo conhece a expressão: “gosto de infância”. Usamos geralmente quando comemos algo que nos lembra nossa infância, e nesse Natal eu poderia usá-la tranquilamente, pois caberia. Mas na verdade, a expressão que melhor se encaixaria é: “gosto de Mãezita”, porque o meu Natal teve “gosto de Mãezita”!

Deixe-me explicar, Mãezita era minha avó materna, minha segunda mãe e, se tem uma data, que é a cara dela, é o Natal. Ela adorava o Natal, sempre assistíamos à missa, ceiávamos e trocávamos presentes. Mas o que fazia sucesso mesmo era sua mesa de doces do dia 25 de dezembro. Esse era o presente dela para a família toda. Ela fazia uma mesa só de doces: doce de cidra, de figo, de laranja, de mamão, arroz doce, pão dourado, joão-pronto, pudim de pão, rabanadas... o mais tradicional de todos: o canudinho de doce de leite

Gostaria de dividir algumas informações com vocês, minha avó teve nove filhos e somos 36 netos (e ainda criou mais três sobrinhos, que também casaram, e tiveram filhos), muitos bisnetos, agregados, mais família, amigos, vizinhos... Imaginaram a quantidade de doces?!?!? Resumindo, a mesa era "a verdadeira perdição". 




Se toda família tem uma tradição, a da família Cardoso deveria ser a dos canudinhos. Esperávamos o ano inteiro pela noite dos canudinhos (geralmente dia 23). Ela e minha mãe sempre faziam os canudos a noite, assim, nós, crianças, estaríamos dormindo e não pentelhando na cozinha. Quando acordávamos de manhã a casa estava tomada pelo aroma dos canudos que já estavam fritos, dourados como o sol, prontos para receber o doce de leite e o acabamento com açúcar refinado e canela.

Como geralmente as perdas geram algum trauma, o falecimento da minha amada avó gerou a Síndrome do Natal em minha família. Por mais que nos reuníssemos na data, ninguém se habilitava a puxar a responsabilidade da mesa de doces para si (tinham doces (minhas primas faziam), pavês, tortas, mousses, mas não eram como os da Mãezita). 

E assim, as “formiguinhas” da família ficaram órfãs. Não existem os “sem-terra”? Na minha família existiam os “sem-doces”, digo existiam, porque nesse ano minha super-mãe superou o trauma e fez novamente uma mesa de doces. E para minha felicidade incluía os meus doces prediletos, o pão-dourado (que ela nunca tinha feito sozinha) e os canudinhos, especialidades da Mãezita, huuummmm!!!


E é em horas como essa que você percebe o valor de pequenos gestos e o quanto eles significam para você. Sendo assim, esse pequeno texto é um agradecimento para minha mãe. A mesa não teve a quantidade de doces da mesa da minha avó, mas foi muito melhor, porque o Natal teve de novo “gosto de Mãezita”!!!
Mãe, obrigada! Amo você!
Bjim!