Serra da Moeda - MG

O Blog

O objetivo do Blog é simplesmente escrever, não estou almejando ser lida, nem seguida, nem acessada várias vezes. Simplesmente quero escrever. E que todos que passarem por aqui levem sempre uma "coisinha" boa, uma idéia, uma dica, uma frase, uma imagem, ou uma palavra apenas...

Gostaria de lembrar que um blog é uma opinião pessoal, um ponto de vista. Sei que nem sempre agradarei a todos, mas com certeza, a intenção sempre será a melhor possível!
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sábado, 9 de abril de 2016

Um ano novo pela frente!!!

Como já está virando tradição, costumo agradecer as felicitações de aniversário com um texto, e neste ano, não será diferente. (Quer ler os anteriores? Clique aqui e aqui).

Devo admitir que fiquei muito na dúvida do que escrever, pensei até em escrever sobre a falta de respeito e empatia que as pessoas estão tendo com as outras. Pois estou realmente assustada com o que ando lendo sobre política, ou sobre preconceitos, sejam raciais, sexuais ou sociais... Mas isso não tem nada que ver com aniversário e todo mundo já está cansado de tudo isso, eu, pelo menos, estou.

Foi quando vi uma frase que serviu de inspiração: “Daqui a um ano, você vai desejar ter começado hoje”!

E essa é a minha mensagem para vocês, quer fazer algo, comece hoje! Seja a aprender um novo idioma, ou a tocar um instrumento musical, começar um curso, dar início a uma vida mais saudável... Enfim, comece hoje e daqui a um ano, tenho certeza que você estará orgulhoso.

Quer fazer a viagem dos sonhos daqui a um ano? Comece a se planejar hoje, guarde dinheiro (faça um planejamento de quanto você precisa guardar por mês), leia sobre o destino, sobre a cultura do lugar, a culinária... Uma das coisas boas de se viajar é o preparativo para viagem!

Quer rever amigos que mesmo estando longe, você sabe que são amigos? Procure-os hoje, essa é uma bela função das redes sociais, seja Facebook, Instagram, LinkedIn ou outras...

Quando olhamos para a frente, um ano parece muito tempo, mas quando olhamos para trás, percebemos que ele passa voando...

Eu por exemplo, pretendo aprender um novo idioma e a tocar algum instrumento musical... Daqui um ano, dou notícias para vocês... Aliás, esses dois objetivos estão dentro de um projeto maior.

A maioria de vocês sabe que estou completando 38 outonos e que os 40 já estão aí, batendo na porta. Depois de ver muita gente fazendo aquelas listas de coisas para se fazer antes de morrer, decidi também fazer uma, mas ela se chama “40 antes dos 40”. São 40 coisas para se fazer antes de fazer 40 anos, mas isso é assunto para um outro post. Que logo estará aqui no blog.

Muito obrigada família e amigos (de perto, de longe e virtuais), pelas mensagens lindas, carinhosas e os desejos de paz, amor, saúde, alegrias e sucesso... Que tudo que me desejaram, volte para vocês.

Vocês fizeram o meu dia mais feliz!!!

Mas me contem aí, e vocês? O que querem ter feito daqui a um ano?


Foto: @simonecmedeiros


Bjim!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Boas Festas e um lindo 2016!!!

Enfim, eis o que posso dar a vocês amigos, algumas palavras, espero que na correria do fim de ano, vocês consigam uns minutinhos para ler!


"Cortar o tempo

Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente."

De todos os textos que conheço sobre o fim do ano, este é um dos meus preferidos. Não sei quem é o autor. Na internet atribuem este texto a Drummond, mas não é dele. E o motivo dele ser um dos meus prediletos é justamente a esperança que ele nos traz... Que o próximo ano será diferente e melhor!

Amo o Natal, amo as confraternizações que o fim de ano traz...

Sempre escuto opiniões divergentes sobre essa época do ano... Pessoas que adoram e pessoas que não gostam. E não gostam por diversos motivos, e sinceramente, não consigo concordar com quem não gosta...

Não gostam porque se sentem sozinhos, alguns dizem... Poxa, essa é a época do ano que as pessoas estão mais receptivas e tenho certeza que, se você realmente quiser companhia, você encontrará... Olhe eu aqui!


Não gostam porque estão cansadas da hipocrisia das pessoas, dirão outros... Não conversam durante o ano todo e no fim de ano são só sorrisos para os outros... Infelizmente, tenho que dizer para você, falsos e hipócritas existem desde que o mundo é mundo e continuarão existindo... Cabe a você ter maturidade para lidar com essas pessoas e com o que elas representam em sua vida!

Não gostam porque ficam tristes pelos que já se foram... Você realmente acha que aqueles que já se foram gostariam de te ver triste? Sentir saudades sim, mas tristeza não... E ao invés de focar nos que se foram, que tal prestar atenção aos que estão chegando? A vida está sempre se renovando...

Não gostam, pois enquanto estão em casa, confortáveis, confraternizando, sabem que pessoas estão ao relento e passando fome... Sendo sincera, você não vai conseguir resolver os problemas de todo mundo e se isso realmente te incomoda, faça uma cesta de Natal para uma família necessitada... Doe brinquedos para instituições que têm crianças para adoção... Doe seu tempo para idosos que estão esquecidos em asilos ou para doentes sozinhos em hospitais... E te dou certeza, que esse sentimento não existirá mais... Pois mesmo que você não tenha resolvido o problema, você fez diferença na vida de alguém!

Enfim, Natal e fim de ano para mim é isso, renascimento e esperança de que seremos melhores no próximo ano, e assim, o mundo também se tornará melhor!


Feliz Natal a todos os meus amigos! E um 2016 ‘tudibão’!!!

Bjim!

Fotos: @simonecmedeiros


quinta-feira, 9 de abril de 2015

E eis que chegou mais um outono!

Ano passado, nesta mesma data, nove de abril, eu completava mais um ano e perdia uma pessoa muito querida. Assim como hoje, também escrevi um pequeno texto para o blog, reflexões, pensamentos e desabafos...

O texto do ano passado era sobre comemorar ou não os aniversários, se você ficou curioso (a), pode lê-lo aqui!

E o deste ano? Sinceramente, não sei! Parei para fazer uma análise do meu último ano e a conclusão foi a seguinte:

- Posterguei muitas coisas que eu já deveria ter feito;
- Me acomodei em situações que deveriam ser mudadas;
- Não alcancei alguns objetivos propostos;
- Desisti de alguns sonhos;
- Enfrentei adversidades que não esperava;
- Me afastei de algumas pessoas, não por nós, mas pelas ocasiões da vida, falta de tempo, distâncias...
- E o Brasil perdeu a copa dentro de casa e para piorar um pouco, dentro do Mineirão!

Difícil né? Assumir que nem tudo são flores na vida. 

Algumas pessoas, ao lerem os itens acima, diriam que foi um ano perdido. Mas se você me conhece um pouco, sabe bem como vejo o copo pela metade.

Não conhece a metáfora do copo? Vou te contar: Pegue um copo e coloque água até a metade. Agora, olhe para ele e me diga: como você vê o copo, meio cheio ou meio vazio? Se você é uma pessoa otimista, vê o copo meio cheio. Se você é pessimista, vê o copo meio vazio. E quem está certo? Ninguém, são maneiras diferentes de se enxergar a realidade.

Mas vamos voltar a mim. Quem me conhece, sabe que estou no viés otimista da vida. Acho tudo lindo, acho que sempre vai dar certo, acho que sempre vai dar tempo, acho que sempre vale a pena...

Então, voltando ao meu último ano, me recuso a vê-lo somente como os itens acima. Eles existiram, foram reais, fazem parte do vazio do meu copo! Mas também tenho outros itens para enumerar:

- Conheci novos lugares e revi outros;
- Conheci novas pessoas, fiz novos amigos, reais e virtuais;
- Comecei novos hobbies;
- Aceitei novos desafios;
- Alcancei alguns objetivos propostos;
- Trabalhei com amor e dedicação;
- Apoiei amigos que precisaram de mim;
- Realizei alguns sonhos e sonhei novos.
- E o meu time foi campeão do Brasileirão!!!

Sendo assim, chego à conclusão que meu copo está meio cheio! Não só porque quero vê-lo assim, mas porque ele realmente está assim! E assim foi o ano de todos nós, com coisas ruins e boas. E cabe a você escolher como quer enxergá-lo. 

E o seu copo como está? Meio cheio ou meio vazio?


A foto não é merchandising! A cerveja da Küd Bier é boa mesmo!!!

Bjim!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Aniversário, comemorar ou não!

Quem me conhece há algum tempo, sabe que não gosto de comemorar o meu aniversário, mas vira e mexe alguém me pergunta o porquê. E na verdade, não há um porquê, mas vários. E pode ter certeza, ficar mais velha não é um deles.

Vou enumerá-los:

1) Não gosto de ser o centro das atenções, claro que como toda pessoa, gosto de ser notada, mas nunca como a atração principal...

2) Se você for comemorar, essa comemoração deveria incluir todas as pessoas que você gosta e que gostam de você: família, amigos do trabalho, escola, enfim, amigos que vamos colecionando pela vida. Mas convidar as pessoas para um bar ou um restaurante, que é o mais usual hoje em dia, me estressa. Fico preocupada, pois não consigo dar atenção para todos e como cada um vai sentando onde dá, nem sempre as pessoas ficam ao lado das quais elas têm mais afinidade e o que era pra ser pazeroso, deixa de ser.

3) Vida corrida - Hoje em dia as pessoas têm tantas coisas para fazer, que fico com a impressão de que arrumar-lhes mais um compromisso é tirar um dia de descanso, ou um dia de ficar com os filhos e família, ou ir naquele futebol que você joga uma vez por semana, ou deixar de fazer o pilates ou a academia.  Enfim, perder aqueles minutos que são preciosos para estar com alguém ou com você mesmo. Hoje as pessoas têm as agendas tão cheias, que, quando não se tem nada para fazer é bom! Claro que você irá argumentar, mas existem pessoas que merecem que abramos mão de algumas coisas, e concordo com você, mas ainda sim, é um dos meus porquês.

4) Falta de tempo (e dinheiro, rsrsrs). Adoro encontrar pessoas e uma festa (com você bancando tudo)  seria, sim, uma maneira legal de comemorar, mas, retomando o motivo de cima, a vida corrida não nos dá tempo de planejarmos as coisas como gostaríamos (só conheço uma pessoa que organiza "a festa" com três dias de antecedência, e ela não é parâmetro de comparação, a eficiência dela é fora da curva). Sem contar que, qualquer coisinha que você faça em casa ou em algum lugar,  vai custar uma pequena fortuna! E ainda ficarei com a sensação de que não consegui dar atenção a todos.

E hoje, que é meu aniversário e estou com uma pessoa muito querida no hospital, exigindo muita força dela mesma e da família, me peguei pensando em comemoração de aniversário. E olhando as coisas pela perspectiva dessa pessoa, cheguei a conclusão que é bom comemorar.


Comemorar mais um ano de vida que passamos ao lado de pessoas que amamos, que admiramos. Comemorar pela presença de nossos pais (se você ainda os tem), pois um dia eles não estarão mais conosco. Comemorar mais um ano de emprego, quer você goste dele ou não, pois é ele quem paga as contas. Comemorar mais um ano ao lado dos filhos, sobrinhos, netos, pois eles dão sentido a nossa vida. Comemorar mais um ano ao lado dos verdadeiros amigos, pois eles tornam a vida mais leve. E acima de tudo, comemorar mais um ano de saúde, pois no fim das contas, é ela que nos faz aproveitar todas as outras acima.

Nada do que escrevi é novidade pra ninguém, aliás, é até muito clichê, mas é a verdade! E essa comemoração não precisa e nem tem que ser no dia do seu aniversário. Ela deve ser diária, semanal, mensal, em cada encontro com os amigos, em cada encontro com a família, em cada aniversário das crianças, em cada almoço com o pessoal do serviço.

Vibre, comemore, agradeça cada segundo da sua vida, pois muitos dariam uma vida por um segundo a mais!


Bjim!

P.S. Logo depois que terminei de postar o texto acima, minha tia faleceu. Tia Vaninha, saudades eternas da sobrinha que te ama!

sábado, 14 de setembro de 2013

E você, por que viaja ou tem vontade de viajar?

Gente, eis que estou aqui, para oferecer a vocês um excelente texto. Infelizmente não fui eu quem o escreveu, e sim, o Arnaldo, do blog Fatos & Fotos de viagens. Mas concordei com cada palavra que ele disse lá, e deu até uma pontinha de inveja, por aquelas palavras não serem de minha autoria. Até o título deste post é de autoria do Arnaldo, depois de um pedido, ele me autorizou a colocar aqui, as palavras dele, sendo assim, segue o texto. E quando tiverem um tempinho, deem uma passadinha por lá, o link está no final do post.

Sempre que estou planejando uma viagem, entro no blog dele para buscar dicas ou, simplesmente, inspiração, torcendo muito para ele já ter ido aos lugares que almejo. Os textos e as fotos do Arnaldo são preciosidades nesse mundo "bloguístico". Hoje, temos uma infinidade de blogs de relatos de viagem, mas poucos o fazem com o olhar, carinho e dedicação do Arnaldo. Enfim, o blog dele é tudo de bom!!! Tanto  pra quem gosta de viajar fisicamente como pela internet!

Bjim!



Por que viajamos? O valor de uma viagem

by Arnaldo Interata

POR que você viaja tanto?, perguntaram-me certa vez. Não fosse uma provocação, aquela questão teria sido uma fabulosa oportunidade para longas e apaixonadas exposições de idéias que tanto me atraem, especialmente se o interlocutor não fosse limitado. Nada teria mais me satisfeito que o desenvolvimento de uma acalorada e inteligente troca de impressões sobre a vida e filosofias que tais. Para mim, talvez apenas viajar e escrever sobre viagens iguale-se ao prazer de uma boa conversa.

HÁ 15 anos eu já tinha 42 de idade. Minha vida profissional estava consolidada e o futuro era ainda mais promissor. Eu já havia adquirido maturidade bastante para compreender que perguntas implicantes merecem respostas secas, curtas o bastante para encerrarem em si mesmas o assunto.  “Não alimente espíritos crítico-implicantes”, já dizia meu pai, o qual repetia meu avô, que infelizmente não conheci. De fato, com o tempo aprendi que contendas só valem as que deixem saldos positivos.

- PORQUE gosto!, foi a resposta. Assim mesmo, seca. Foram duas míseras palavras, o que para mim constitui-se um verdadeiro sacrifício! Quem me conhece sabe o quanto aprecio o argumento. Todavia, o seco "Porque gosto" fora bastante para encerrar em si mesma o essenciasl.

VIAJAR pode significar diferentes coisas para diferente pessoas, mas uma coisa é comum a todas elas: todos sabem porque viajam. Só quem não viaja poderia fazer tal pergunta. E tal pergunta merece sempre uma resposta como "Limitados ficam em casa porque querem. Só curiosos é que viajam ou querem viajar". Ou, então, "O mundo é um livro e aqueles que não viajam leem apenas uma página deste livro", como disse Santo Agostinho, sei lá quando, mas certamente sei porquê.

NÃO tenho dúvidas de que por conta da globalização e do encurtamento das distâncias hoje o mundo vive um inigualável período de expansão da consciência e do auto-conhecimento através das viagens. Atualmente o homem não busca "apenas" descobrir novos mundos ou pessoas exóticas - como o fizeram Marco Polo, Álvares Cabral e Colombo - mas descobrir a si mesmo.

Mais de 600 milhões de pessoas por ano entram num avião, atravessam meio planeta para conhecerem outros lugares e são movidas por uma curiosidade por vezes erroneamente incompreendida, pelo simples fato de esses milhões que viajam representam apenas um décimo da população do planeta. O resto fica em casa. Porque quer, por conformismo, por medo ou por limitação. Até quem não pode, viaja em pensamento e nas viagens dos outros, em livros, em revistas e sonhos.

UMA resposta longa e ponderada, repleta de argumentos - tal como a máxima de Santo Agostinho -, por certo teria alimentado ainda mais o intuito da pergunta: criticar tanto o meu tempo quanto o meu dinheiro investido em viagens. Jamais fui complacente com os comportamentos provocadores e implicantes. Fosse a pergunta efetuada quando eu tinha ainda 30 anos - época em que os nervos eram acima, não sob a pele - eu teria pensado numa resposta igualmente perturbadora.   Passados 15 anos não é que a discussão encerrada com a seca resposta ainda incomoda? 15 anos depois voltou-me a incomodar o pensamento. Capricornianos são assim, como elefantes, donos de uma ótima memória e um péssimo sentimento de rancor.

E por que viajamos afinal?

POR que muitas vezes mal terminamos uma viagem e já pensamos em outra? Por que frequentemente fazemos isso ainda durante uma viagem? O que nos move? Por que viajamos tanto? Viajamos por desejo? Por concessão? Por doação, subvenção? Viajamos para concordar? Para discordar? Por admitir, aceitar, conferir, transferir, confirmar, ver e rever? Para comer, para sentir, ouvir, namorar, comemorar? Para esquecer, para lembrar, fugir, descansar, fotografar?

SABER as razões porque viajo jamais foi um mistério profundo ou algo que me perturbasse. Sempre tive as respostas. Para mim, viajar sempre esteve relacionado com expandir horizontes e deslimitar consciência, atender à minha personalidade curiosa e inquieta. Toda viagem é sempre um caminho para descobrir um pouco de alguma coisa, aprender muito sobre algumas coisas e encontrar algo mais em todas as coisas. Como resultado, toda viagem acaba sendo uma viagem a nós mesmos.

VIAGENS são sempre experiências de crescimento emocional, filosófico e espiritual. Me diga quem já retornou de uma viagem mais vazio do que partiu?  Em toda viagem nos completamos a nós mesmos e abastecemos com alguns litros mais nosso tanque de amadurecimento. Cada viagem é como um pequeno passo, que ao final de tantas outras torna-se um grande salto em nossas vidas.

PESSOAS são diferentes e viajam por diferentes motivos.  Há as que viajam para saírem delas mesmas e depois se re-encontrarem. Outras o fazem para saírem da rotina. Algumas apenas para curarem-se de estresse, afinal todos sabem que o simples fato de mudarmos nosso percurso casa-trabalho-casa por um novo, já nos alivia o estresse. Viajar para destinos longínquos, então, é uma boa atitude para curarmos o estresse e até depressão. Famílias viajam em férias para divertirem-se. Pessoas viajam pela curiosidade do desconhecido. Há os que buscam a natureza, outros que fogem dela em viagens. Inúmeros viajam por aventura e tem gente que viaja para bronzear-se. Há os que o fazem para enriquecimento cultural e também os que viajam para viverem experiências sociais ou antropológicas. Não nos esqueçamos também dos que atraem-se pela convivência com pessoas, culturas e costumes diversos. Há os que têm o gosto pela arquitetura.  Enfim, as pessoas não viajam apenas em férias, mas também para o descobrimento. De si e do mundo. 

O fato é que viagens sempre significarão consertar, remendar, renovar, reformar, refazer ou dar nova "aparência" ao cérebro e à vida. Seja lá para onde for. E se o seu motivo não está aqui, você mesmo saberá porque viaja. E isso é o que importa.

E, afinal, por que eu viajo? É claro que o fundamento disso tudo está mesmo no "gostar", no ter prazer em viajar. Sem grandes pretensões filosóficas, só há uma coisa absolutamente certa para mim: toda vez que retorno de uma viagem percebo que tudo permanece igual, mas eu mesmo mudei. E talvez sejam precisamente estas mudanças além, dos prazeres intrínsecos e naturais relacionados com o ato de viajar - que me motivam e impulsionam para a próxima.

AINDA sem grandes pretensões filosóficas, minha mais simples e sincera resposta a esta pergunta seria: "Eu viajo porque me sinto muito feliz viajando". Ou, "Eu sou ainda mais feliz a cada nova viagem". O mundo, em si, me atrai. Um mundo incrivelmente rico em paisagens e formas de vida, maravilhosamente diversificado em termos filosóficos e conceituais, espantosamente grandioso em cultura e costumes, atrações e curiosidades, diversão e aprendizado. Quanto mais e para mais longe viajo, melhor noção tenho de minha insignificância.

NUNCA viajo em férias. Viajo por nenhum outro motivo a não ser pelo gosto e filosofia de vida. Distinguo perfeitamente "viagens" de "viagens de férias". Minhas viagens diferem substancialmente do ato de relaxar e descansar, intrínseco às viagens de férias. Para mim "viagem" significa o ato de interagir com pessoas de um outro país ou cidade, absorver sua cultura, respirar sua essência. Viagens cansam, desgastam, preenchem, sugam, esgotam. Viagens requerem muita atividade física e intelectual. Pressupõe exploração. Ao contrário, férias significam relaxar e desligar-se, seja esticando-se numa praia, boiando numa piscina ou exercendo o que os italianos chamam de dolce far niente. Viagens requerem estar mais receptivo à exposição às belezas da natureza e à grandiosidade do que o homem construiu,  e para isso em geral exigem muito mais caminhar, subir, descer, dirigir, pedalar, nadar, escalar e mergulhar em doses maiores do que quando estamos a relaxar.

EU me incluo na categoria de viajantes que estão interessados em saber o quanto um destino vai lhes proporcionar em termos de experiência e prazer e o quanto de tempo e  dinheiro terão que investir na viagem.  Viagens custam caro, seja em tempo ou em dinheiro. Frequentemente, ambos. Conciliar tempo e dinheiro e ter a possibilidade de conhecer culturas e costumes o mais diferentes possíveis é o que tem mais me motivado a programar minhas viagens nestes tempos de dólar caro.  A melhor razão para eu viajar não tem sido “apenas” descobrir novos lugares, mas descobrir o quanto este lugar pode me afetar intelectualmente e o quanto isto me custará em tempo e dinheiro. É uma importantíssima relação de custo e benefício.



E você, por que viaja ou tem vontade de viajar?


Fotos Simone Medeiros

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

O feminismo que matou o feminino


Ei pessoal!

Já ouviram a expressão: inveja branca? Usamos essa expressão quando queremos mostrar para alguém que estamos com inveja dela, mas que não a desejamos nenhum mal, ao contrário. É uma espécie de elogio.

Pois é, é assim que me sinto em relação ao texto abaixo, uma inveja branca da Elise. O motivo? Eu queria ter escrito o texto baixo, mudando pouquíssimas coisas, devido à nossa experiência de vida que é diferente. Até a reclamação que ela faz da vida, eu já a fiz inúmeras vezes...

Enfim, como não fui eu a redigí-lo, faço questão de colocá-lo aqui no blog. O original se encontra no blog da Elise, o link está logo abaixo do texto.

O FEMINISMO QUE MATOU O FEMININO


Eu reclamava da vida, Coisa normal de dias de trabalho puxado. E fiz uma piada criticando o feminismo, algo do tipo “malditas feministas que queimaram o sutiã e agora eu tenho que trabalhar dobrado”, ou coisa assim.

O curioso foi a enxurrada de comentários femininos concordando que se seguiu.

Claro que eu estava brincando – não sou contra o feminismo (qual mulher é?), e reconheço sua importância histórica – ei, eu também gosto de ter direitos, poder votar e não ser uma cidadã de segunda classe!
E sou pró-escolha, inclusive, totalmente favorável à escolha ou não individual do aborto. Em momento algum me sinto apta a discursar sobre o feminismo (deixo pra quem leu e entende mais do que eu).
Mas sobre o feminino posso falar. E como ele vem sendo massacrado pelo feminismo ao longo dos anos. Porque o feminismo, como classe, ganhou muitas lutas para as mulheres – mas tem lá seus efeitos colaterais.
Nós conseguimos o direito de ganhar o mesmo, de estar em todas as profissões que só eram exercidas por homens, de sermos iguais.

A bosta é que nós NÃO SOMOS iguais.

Sociologicamente, não. Fisicamente, não. E não há nada de errado nisso. As tribos antigas (de qualquer parte do mundo) dividiam a coisa assim – homens caçavam, produziam, lutavam, protegiam. Mulheres cuidavam da casa, da família, da comida, da aldeia. Você vai tentar me convencer que TODAS as sociedades antigas eram machistas?!

Acho que era assim por questões lógicas – homens são mais fortes; mulheres têm bebês! E isso muda alguma coisa? Uai, se muda! Os benditos bebês humanos não são como os filhotes dos restos dos animais – eles são indefesos. Muito. E dependentes. E assim continuam por anos e anos.

Sim, nós ganhamos o direito de ir trabalhar de igual pra igual – mas quem queremos enganar com essa história de igual? Quantas amigas você tem que choraram copiosamente nos primeiros meses depois da licença-maternidade, porque tinham que deixar seus bebês e voltar a trabalhar? Porque era o que a sociedade ESPERAVA DELAS? Que fossem fortes, independentes, resolutas, iguais aos homens, e profissionais?
Nós não ganhamos o direito de sermos iguais – ganhamos o direito de acumular tarefas. AINDA temos bebês: AINDA cuidamos da casa (mesmo que seja indo ao mercado, preparando o cardápio da semana, administrando a empregada); AINDA somos nós que lidamos com professoras, conselhos de classe, deveres de casa... AINDA fazemos tudo isso. E AINDA temos, além disso, que trabalhar tanto quanto o companheiro. E normalmente ganhar menos – claro, quem poderia fazer isso tudo e ainda conseguir ser tão bem sucedida numa profissão?

Os homens mudaram? Mudaram. A maioria ajuda, e muito. Mas entenda, AJUDAR não é a mesma coisa que DIVIDIR. Quando o bebê chora de madrugada, o marido mais solícito do mundo não vai poder amamentar ele. Isso é da natureza. Por que negar que somos diferentes, afinal?

Quantas hoje em dia se envergonham? Da própria feminilidade, digo. De quererem ser mais caseiras, de se dedicarem mais ao lar, à costura, à cozinhar... (mas isso virou proibido e vergonhoso!) Quantas adorariam tirar uns anos pra criar os filhos, cuidar da casa, do bem-estar da família... Mas isso virou tabu. É coisa de “mulherzinha”, de fraca, de acomodada, não-independente, sanguessuga de marido. Coisa de fracassada. É quase inadmissível a mulher que assume gostar desse lado feminino. Quando todos olham torto numa festa, ao ela admitir que no momento está como “dona-de-casa”, ela emenda rápido explicando que já vai voltar ao trabalho é temporário. Porque é embaraçoso. É “menor”.

Ora, se o feminismo conquistou nossa liberdade, por que não podemos ter a liberdade então de escolher esse papel, se quisermos? Sem sermos julgadas, diminuídas, pouco reconhecidas? Somos julgadas por maridos, companheiros, outros homens e pior - as outras mulheres! Que menosprezam solenemente as que se inclinam mais pro doméstico!

Malditas donas de casa estereotipadas e submissas dos anos 50, com seus martínis e vida fútil, que estragaram tudo para o resto de nós!

Eu acho uma troca mais do que justa: ele ganha dinheiro, você cuida dele, da casa de vocês e de seus filhos. Da comida, das roupas e do resto (pelo menos por uns tempos). Acho que deveria inclusive ter salário para esse tipo de coisa. Pena que isso seja fora de cogitação – mulheres que se colocam nessa posição acaba, diminuídas e subestimadas, essa é a verdade.

Não que eu seja contra o trabalho, veja bem. Inclusive tenho algumas amigas que odeiam a vida doméstica e se matariam em 3 dias se tivessem que assumir esse papel. Eu mesma comecei a trabalhar e dirigir muito cedo, antes dos 18. Eu era independente (e sou), o que era o esperado da minha geração. Mas sei de alguma que gostariam de poder trabalhar menos, pelo menos por alguns períodos (como o da maternidade, saca?)

O discurso das mães era (e ainda é) alarmista: vá para a faculdade, construa uma carreira, não se preocupe com casamento e tenha filhos depois dos 30! E não é que eu ache isso errado. Mas por que mulheres independentes, que tiveram sua carreira, não podem escolher abrir mão dela? Em prol de ficar em casa com os filhos? Por quê?

Acontece o que acontece na minha geração agora – monte de mulheres de 30 bem sucedidas, que não sabem onde se encaixam. Seus relógios biológicos gritam, e elas não sabem por onde começar. Não aprenderam a ser mães e/ou esposas (argh, odeio essa palavra, mas era pra você entender melhor do que “mulher”).  E elas ficam perdidas porque tem a OBRIGAÇÃO de ser TUDO. São massacradas como aquelas outras pobres que nem podem escolher não querer ter filhos, porque também são crucificadas socialmente. Porque é errado” não querer filhos, ou não casar, Bobagem.

Eu acho que isso não é certo. Nada disso.

Liberdade verdadeira, feminismo verdadeiro deveria ser isso: abraçar sua feminilidade onde quer que ela esteja.

Se você se sente bem sendo mulherzinha, servindo jantar, ótimo. Se fica feliz sendo o atrão, que bom também! Se encontrou um meio termo, melhor ainda! Se quer dedicar suas horas vagas num stand de tiro ou tricotando, não importa. Inclusive, por que não ter o direito de fazer ambos? Nós não somos homens. No afã de nos provar como seres iguais, perdemos algo da nossa delicadeza, da noss sutileza. Nós não precisamos ser duras e frias e guerreiras o tempo topo. Nós não deveríamos ter vergonha de pedir ajuda, de pedir colo, de fazer fofices ou feminices. Ser mais frágil não é ser inferior. Não é demérito ser atenciosa, delicada, cuidar da sua família, fazer um agrado puramente feminino.

Talvez aquelas que dizem “eu queria poder estar tricotando no portão enquanto o bolo assa no forno” (brincadeira de uma amiga minha) não estivessem brincando tanto assim. E gostariam de não ser tão cobradas e poderem viver esse seu lado em paz.

Gostariam de ter a tal liberdade de escolher.

http://elise-saladamista.com.br/2012/02/27/o-feminismo-que-matou-o-feminino/#comments

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Amar dói?

Hoje, acordei com um poema de Oscar Wilde na cabeça e depois lembrei-me de um do Vinícius de Moraes, foi quando percebi que, na verdade não acordei com os poemas na cabeça, e sim com um tema, o amor.


A gente sempre destrói aquilo que mais ama.
Em campo aberto ou em uma emboscada.
Alguns com a leveza do carinho, outros com a dureza da palavra.
Os covardes destroem com um beijo, os valentes com uma espada.
                                                Oscar Wilde

Serenata do Adeus

Ai, a lua que no céu surgiu
Não é a mesma que te viu
Nascer dos braços meus...
Cai a noite sobre o nosso amor
e agora só restou do amor,
uma palavra: adeus...
.............
Ah, vontade de ficar
mas tendo de ir embora...
Ai, que amar é se ir morrendo
pela vida afora.
É refletir na lágrima
o momento breve
de uma estrela pura
cuja luz morreu,
numa noite escura
triste como eu.
                  Vinícius de Moraes

Aliás, como vocês puderam ler acima, dois temas, o amor e o sofrimento. Por que eles precisam andar tão juntos? Será que não há amor sem sofrimento?

Ah! Lembrei-me de outro poema, também do Vinícius (poxa, deve ter sofrido muito, esse Vinícius).

Eu não existo sem você

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
que nada nesse mundo levará você de mim.
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor só é bem grande se for triste.
Por isso, meu amor, não tenha medo de sofrer,
que todos os caminhos me encaminham pra você.

Assim como o oceano só é belo com luar.
Assim como a canção só tem razão se se cantar.
Assim como uma nuvem só acontece se chover.
Assim como o poeta só é grande se sofrer.
Assim como viver sem ter amor não é viver.
Não há você sem mim, eu não existo sem você.
Vinícius de Moraes

Se tomarmos as palavras de Vinicius de Moraes como verdadeiras, poderemos afirmar: não há amor sem sofrimento. E não é verdade?

Quem nunca sofreu por amor? Seja aquele primeiro amor puro da infância, que você foi obrigado a deixar para trás porque seus pais se mudaram. O amor platônico da adolescência, que a vergonha, a timidez e o medo nunca te deixaram vivê-lo. O amor enlouquecido da juventude, aquele que achamos que é para sempre, e quando ele acaba, fazemos um drama enorme, jurando que nunca mais seremos felizes... E, mal sabemos que um novo amor nos espera ali na esquina... O amor maduro da fase adulta, quando se aprende a lidar com a individualidade de uma pessoa (que é diferente de individualismo), e assim, percebemos que embora UM casal, são DUAS pessoas. Cada qual com desejos e vontades, às vezes parecidos, às vezes nem tanto.

Ah, o amor!!!

A força motriz dos poetas, o amor impossível, o possível, o que vive aos trancos e barrancos, o amor dos amantes, dos amados, amor de mãe, de pai, de filho, de irmãos, de amigos...

Ah, o amor!!!

Por que muitas vezes tem que vir com sofrimento? A resposta é simples: Porque amar dói, mas não amar, dói muito mais.

Bjim!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Natal com gosto de Mãezita

Acho que todo mundo conhece a expressão: “gosto de infância”. Usamos geralmente quando comemos algo que nos lembra nossa infância, e nesse Natal eu poderia usá-la tranquilamente, pois caberia. Mas na verdade, a expressão que melhor se encaixaria é: “gosto de Mãezita”, porque o meu Natal teve “gosto de Mãezita”!

Deixe-me explicar, Mãezita era minha avó materna, minha segunda mãe e, se tem uma data, que é a cara dela, é o Natal. Ela adorava o Natal, sempre assistíamos à missa, ceiávamos e trocávamos presentes. Mas o que fazia sucesso mesmo era sua mesa de doces do dia 25 de dezembro. Esse era o presente dela para a família toda. Ela fazia uma mesa só de doces: doce de cidra, de figo, de laranja, de mamão, arroz doce, pão dourado, joão-pronto, pudim de pão, rabanadas... o mais tradicional de todos: o canudinho de doce de leite


Gostaria de dividir algumas informações com vocês, minha avó teve nove filhos e somos 36 netos (e ainda criou mais três sobrinhos, que também casaram, e tiveram filhos), muitos bisnetos, agregados, mais família, amigos, vizinhos... Imaginaram a quantidade de doces?!?!? Resumindo, a mesa era "a verdadeira perdição". 




Se toda família tem uma tradição, a da família Cardoso deveria ser a dos canudinhos. Esperávamos o ano inteiro pela noite dos canudinhos (geralmente dia 23). Ela e minha mãe sempre faziam os canudos a noite, assim, nós, crianças, estaríamos dormindo e não pentelhando na cozinha. Quando acordávamos de manhã a casa estava tomada pelo aroma dos canudos que já estavam fritos, dourados como o sol, prontos para receber o doce de leite e o acabamento com açúcar refinado e canela.


Como geralmente as perdas geram algum trauma, o falecimento da minha amada avó gerou a Síndrome do Natal em minha família. Por mais que nos reuníssemos na data, ninguém se habilitava a puxar a responsabilidade da mesa de doces para si tinham doces, minhas primas faziam, pavês, tortas, mousses, mas não eram como os da Mãezita. 

E assim, as “formiguinhas” da família ficaram órfãs. Não existem os “sem-terra”? Na minha família existiam os “sem-doces”, digo existiam, porque nesse ano minha super-mãe superou o trauma e fez novamente uma mesa de doces. E para minha felicidade incluía os meus doces prediletos, o pão-dourado (que ela nunca tinha feito sozinha) e os canudinhos, especialidades da Mãezita, huuummmm!!!




E é em horas como essa que você percebe o valor de pequenos gestos e o quanto eles significam para você. Sendo assim, esse pequeno texto é um agradecimento para minha mãe. A mesa não teve a quantidade de doces da mesa da minha avó, mas foi muito melhor, porque o Natal teve de novo “gosto de Mãezita”!!!
Mãe, obrigada! Amo você!

Bjim!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Frases, ditados e pensamentos!!!

Gosto muito de ler e estou sempre marcando frases, pensamentos, idéias que acho interessante. Desde meus 15 anos, minhas agendas estão cheias delas.

Vou escrevendo aqui nesse post a medida que forem aparecendo em minhas leituras.

Vou começar com a máxima de minha vida:

"É melhor ser feliz que ter razão"! (Não sei o autor)

"Sou composta por urgências:
minhas alegrias são intensas;
minhas tristezas absolutas.
Me entupo de ausências,
me esvazio de excessos.
Eu não caibo no estreito,
eu só vivo nos extremos". (Clarice Lispector)

"Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso.
Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro". (Clarice Lispector)

"Enólogo é o cara que diante do vinho toma decisões, e enófilo é aquele que diante das decisões toma vinho". (Luiz Groff)

Bjim!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

"Deus não dá asa à cobra".

Escrevi no primeiro post o que me deu o empurrão final para fazer o blog, mas não contei como a idéia surgiu. Enfim, amo viajar e como a vida não me agraciou com alguns dinheirinhos para que eu possa viver viajando, sou obrigada a ralar para conseguir algum e assim que possível cair na estrada... Ops, fugi um pouco do assunto, mas eu viajo tanto em blogs e sites de viagem, que a vontade, de ter um também, foi surgindo dia a dia. Não há como ver fotos, ler textos (alguns) e não desejar estar nos lugares (ou talvez nunca estar)...


By Simone Medeiros
Já decidi acrescentar lugares em algumas viagens simplesmente por que vi em algum blog a indicação de alguém, aliás, não só a indicação, mas a descrição, as dicas, as fotos... E já que eu estaria do lado, não custaria dar um esticadinha...

By Simone Medeiros
Mas não queria fazer um blog com um único foco e eu adoro tantos os blogs em que viajo que vou deixá-los nos orientando, (mas nada me impede de também dar minhas dicas de destinos e contar minhas viagens). Já tenho um lista enorme de lugares, mas como tudo requer tempo e dedicação, ela ainda não saiu do papel. E eu gosto de tantos outros assuntos que se escolhesse um único, ficaria desapontada comigo, eles teriam que ficar de fora do blog, e definitivamente, no way.


By Simone Medeiros
Outro ponto que contribuiu, (acontece com todo mundo), você viajou para determinado lugar, quando outras pessoas decidem ir para aquele lugar, costumam te pedir dicas e eu gosto tanto de dá-las que costumo preparar um e-mail gigante. Agora será mais fácil, quer dica de tal lugar? Entra lá no meu blog... Rsrsrs!

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Felicidade

Como a emoção do primeiro post já passou, imaginei que seria fácil prosseguir, mas eis que me encontro aqui, olhando para a tela do micro, e pensando "e agora José?" Falar sobre o quê? Começar por onde?

Resolvi então começar por Vicente de Carvalho... Ultimamente venho escutando tanta gente dizendo que não está feliz, que fico realmente um pouco preocupada. Alguns não estão felizes no trabalho, outros nos relacionamentos, outros na família e alguns ousam dizer que não estão felizes com nada, em lugar algum. Já dizia algum grande pensador (acho que Gandhi), "Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho!" Nunca estamos satisfeitos com o que temos, e ninguém melhor que Vicente de Carvalho para traduzir em palavras essa tal busca pela felicidade.

ESPERANÇA


Só a leve esperança em toda a vida
disfarça a pena de viver, mais nada;
nem é mais a existência resumida
que uma grande esperança malograda.


O eterno sonho da alma desterrada,
sonho que a traz ansiosa e embevecida, 
é uma hora feliz, sempre adiada
e que não chega nunca em toda a vida.


Essa felicidade que supomos
árvore milagrosa que sonhamos
toda arriada de dourados pomos


existe sim; mas nós não a encontramos,
porque está sempre apenas onde a pomos
e nunca a pomos onde nós estamos.


Bjim!